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Festinha secreta, regada a drogas, é o novo

expediente dos negacionistas de Teófilo Otoni

ROBERTO MARCOS - VOX

Quarta, 1/4/2021, às 19h39min - Articulista

Atualmente, vivemos uma crise da verdade. O negacionismo ganha espaço dentro da sociedade e coloca em xeque preceitos básicos e já sedimentados pela ciência no mundo. Esse movimento se apresenta travestido de “polêmicas”, por isso afirmo: é importante tomar cuidado com o rumo a que ele nos conduz.

A problemática da veracidade é irrigada por ingredientes presentes nas estratégias dos “mercadores da dúvida”. Dessa forma, tais agentes procuram uma falsa simetria na argumentação científica e criam teorias conspiratórias para explicar aquilo que não pode ser explicado.

Isso acontece em todo lugar. Em Teófilo Otoni, inclusive. Há muita gente que não apenas brada uma suposta dúvida, mas que escolhe viver dela para tentar lhe dar musculatura e, assim, convencer os desavisados. Em muitos casos, o sucesso do ataque empreendido pelos negacionistas às verdades comprovadas está atrelado ao número de ouvintes que eles conseguem trazer para o seu lado. E se não conseguem, pouco importa. Ficam feito bobalhões repetindo coisas nas quais apenas um grupo restrito acredita. Afinal, negacionista gosta de falar para a própria bolha.

Um modo de se formalizar o negacionismo a tudo que se diz sobre a Covid-19, por exemplo, é ter atitudes que vão contra o que tem sido pregado pela ciência e, mais especialmente, pela Medicina. Não usar a máscara corretamente, dispensar o uso do álcool e outros "luxos" dessa natureza é uma forma (embora idiota) de mandar uma mensagem sobre o que essa gente pensa. E se essa gente pensa idiotices, haverá de se comportar, claro, feito idiotas.

Neste ponto, quero falar de um comportamento que jamais perdeu espaço em Teófilo Otoni. Desde que começou a pandemia, as aglomerações feitas às claras e, em boa parte das vezes, na calada tornaram-se uma constante. Claro que o bom Jornalismo precisa investigar e apresentar materialidades que confirmem o que está sendo denunciado. Entretanto, em alguns casos isso não é possível. Por exemplo: por mais que o VOX tenha tentado encontrar uma única prova, não foi mesmo possível rastrear sinais de uma festa realizada em casa de um empresário riquíssimo (do ramo de perfumaria e similares) aqui da cidade. Pena que só tenhamos sabido do evento depois que ele aconteceu. Se soubéssemos antes teríamos montado uma campana. E por fidelidade burra, quem participou (e foi muita gente) mantém o "bico fechado", deixando vazar nada. O evento aconteceu no sábado, 27 de março.

Tudo teria começado com uma live (encerrada às 18h do mesmo sábado) que, segundo a fonte do VOX, serviu apenas para convocar os participantes da "festinha no apê". Apê nada, mansão. Uma fonte (que esteve presente a tal festa) contou detalhes, informando à nossa Editoria que o "bicho pegou" no espaço dessa festa. "Convidados chegavam e entravam sorrateiramente", disse a fonte. Não bastasse o uso de drogas lícitas e ilícitas no ambiente, ainda "rolou aglomeração das brabas" num total descompromisso com o momento que o mundo, e especialmente a cidade, está vivendo.

O que mais choca é que uma personalidade endinheirada como esse empresário (do ramo de perfumaria e similares), e que poderia estar ajudando a cidade a transpor as dificuldades impostas pela pandemia num ato de pura cidadania, vale-se da grana que tem para ajudar Teófilo Otoni adoecer ainda mais.