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Quase metade das trabalhadoras

teofilotonenses foram, sim, assediadas

ROBERTO MARCOS - VOX

Segunda-feira, 26/4/2021, às 16h56min - Editoria de AUTORAIS

Infelizmente, o ambiente de trabalho, muitas vezes, não é um lugar seguro e acolhedor para mulheres. Quem diz isso são as próprias mulheres. Uma enquete realizada pelo VOX, entre os dias 22 e 26 de abril de 2021, através de números de WhatsApp, mostra como o assédio sexual no espaço profissional é uma realidade em Teófilo Otoni e impõe também muitos prejuízos ao mercado de trabalho que, em geral, perde talento e diversidade consideráveis.

Segundo a tomada de opinião feita junto a mulheres formalmente empregadas em Teófilo Otoni, com idade entre 22 e 51 anos, quase metade delas, ou seja 48,3% (ou 29 mulheres) afirma ter sido vítima de assédio sexual em algum momento em seu ambiente profissional. A maioria das que disseram ter sido assediadas, identificaram-se como mulheres negras e pardas (52%) e aquelas que recebem entre um e três salários mínimos (49%). 

Assim como o número de casos de assédio em Teófilo Otoni, o silêncio em torno dele também é gigantesco. Apenas 15% das mulheres que presenciaram uma situação de assédio afirmaram ter auxiliado diretamente a vítima. Ainda, 10% não fizeram nada e apenas 4% disseram ter avisado (não-formalmente) o departamento de Recursos Humanos. (Todos os números informados aqui foram arredondados para facilitar o entendimento).

Segundo a enquete do VOX, a maioria delas (79%) acredita em que nada de fato aconteceria se denunciassem o crime dentro empresa. Também é necessário lembrar que outras grandes barreiras para uma mulher denunciar o assédio em seu ambiente de trabalho são o medo de se ver exposta (64%) ou as outras pessoas não acreditarem (60%) em que, de fato, houve a intenção do abuso.

Apresentados os números, que lição podemos tirar disso tudo, afinal? Segundo as próprias entrevistadas, relatos provam que (em quase 100% dos casos) o agressor sai impune e a vítima sofre com as consequências. Prova disso é que uma em cada seis mulheres (aproximadamente) que foram abusadas no ambiente de trabalho pede demissão. Outra questão a se considerar são os impactos psicológicos causados nas vítimas: 30% delas (aproximadamente) declaram adaptar-se, tendo que viver em constante medo e dificuldade, 21% (aproximadamente) têm desânimo e cansaço e outras 19% (aproximadamente) apresentam sintomas de ansiedade e/ou depressão.

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