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Em Teófilo Otoni, nem é tão raro advogado

que mente, "enrola" e até rouba dos seus clientes

ROBERTO MARCOS - VOX

Terça-feira, 27/4/2021, às 16h56min - Editoria de AUTORAIS

Procurador que trai o dever profissional, prejudicando aquele que representa, ou seja, o seu cliente, comete o crime de patrocínio infiel, capitulado no artigo 355 do Código Penal.

Não é à toa que a Editoria do VOX está evocando esse artigo. O fato é que não são poucas as denúncias contra advogados que usurpam os seus clientes em Teófilo Otoni. Claro que este conteúdo jornalístico, ao ser produzido, esbarrou em alguns casos de profissionais do Direito que enganam, traem e até roubam dos seus clientes. E diante dessa situação nem tão incomum assim, ações já foram propostas à justiça ou à comissão de ética da OAB e até carteiras da ordem chegaram a ser cassadas como pena à conduta desses advogados.

Pelo menos um aspecto central dessa denúncia a Editoria do VOX teve que considerar: a direção deste conteúdo não é punir individualmente esse ou aquele advogado que, porventura, tenha se envolvido em ilegalidades, prejudicando o seu cliente. Também não se pode penalizar toda a classe por conta da ação de uns "diferenciados". A ideia é produzir um registro  jornalístico que ateste que esse “perfil” de profissional existe e que ele se move perigosamente em meio a nós, vitimando, na maioria dos casos, gente simples e desinformada. (E informada também, embora em menor escala). Por outro lado, é de essencial importância que frisemos que advogados que enganam os seus clientes representam a menor parcela da classe, cabendo ao VOX ressaltar que a Advocacia é, sem sombra de dúvida, uma das profissões mais importantes, já que ela funciona como eixo de equilíbrio para toda a estrutura social. Afinal, é uma ferramenta que se emprega como fermento garantidor de que sejam preservados os direitos do contribuinte.

Sem nos esquecermos de que a maioria gritante da classe é composta de gente séria, cabe aqui fazer registro de que, em Teófilo Otoni, já se soube de advogado que aprontou de tudo: ficar do lado da parte contrária; perder dolosamente prazos de recurso por benefícios escusos; “enrolar" a parte que, em tese, defendia;  não prestar informações estratégicas ao cliente; se apossar do dinheiro de causas do representado ou “inventar histórias” para colher outros recursos dele sob a promessa de entregar o que não podia. E que não nos esqueçamos daqueles que se especializam em abocanhar aposentadoria de velhinhos indefesos. Ademais, nem segredo se pediu (e nem pode pedir segredo) de casos de tabelinha entre advogado e contador, resultando empresas abertas em nome de clientes com total desconhecimento destes.

Por isso, o que pareceu importante ao VOX (ou o seu papel) é alertar o teofilotonense a levantar informações acerca do profissional que for contratar para representá-lo seja em que situação for. A própria OAB, subseção de Teófilo Otoni, pode ser um bom canal para certificar-se de que você está nas mãos de alguém que, além de prejuízos financeiros, não vai lhe causar, nos momentos seguintes, sérias dores de cabeça.

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