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"Movimento 100+" sofre racha e apequena

suposta ressonância do prefeito Daniel Sucupira

JOSIANE ARAÚJO - VOX

Sexta-feira, 16/4/2021, às 23h56min - Transcrito do ESTADO DE MINAS

O “Movimento 100+”, liderado pelo prefeito de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), Daniel Sucupira (PT), que convocou os chefes de executivos das 39 cidades mineiras, com população superior a 100 mil habitantes, para cobrar mais ações do Governdo Estado em relação ao enfrentamento da pandemia da COVID-19, acabou sofrendo uma divisão. 

 

Uma parte dos prefeitos das cidades com mais de 100 mil habitantes decidiu não aderir ao movimento, por entender que a mobilização tem conotação político-partidária contra o governador Romeu Zema (Novo) e de favorecimento ao PT e ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). O que levou a essa “interpretação” foi uma reunião dos prefeitos do movimento prevista para a tarde de ontem, sexta-feira (16/4), na sede da prefeitura da Capital, com a participação de Kalil. 

 

A reunião foi marcada pelo comando do “Movimento 100”, que cumpriu ontem uma agenda presencial com encontros previstos também com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Agostinho Patrus Filho (PV) e com o Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior.

 

O “racha” no movimento foi liderado pelo prefeito de Coronel Fabriciano (Vale do Aço), Marcus Vinicius Bizarro (PSDB), também vice-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), que entende que a realização da reunião na prefeitura de BH é uma demonstração de tendência de apoio ao prefeito Alexandre Kalil num possível enfrentamento do governador Romeu Zema na sucessão estadual do ano que vem.

 

O prefeito de Teofilo, no entanto, desmente que a mobilização tenha qualquer viés político-partidário. “Esse movimento é um pedido de socorro, e nós, prefeitos, como legítimos representantes dos municípios, estamos fazendo junto às autoridades para que nossa população não padeça sem saúde e sem assistência e que tenha a vida plena que merece”, sustenta Daniel Sucupira. 

 

Apesar da argumentação de Sucupira, o prefeito de Coronel Fabriciano foi taxativo em afirmar que o movimento tem como objetivo “fazer pré-campanha eleitoral, “contra o governador (Romeu Zema) e para (a favor) do (prefeito Alexandre) Kali”. 

 

“Não defendo A ou B. Só acho que o movimento é inoportuno. Estamos com uma situação (difícil) de saúde pública. Se o movimento é municipalista, a casa dos prefeitos é a AMM e não a Prefeitura de Belo Horizonte”, afirma Marcus Vinicius.

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